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O PAPEL DA TECNOLOGIA NO COMPLIANCE REGULATÓRIO

Atualizado: 21 de jul.


Em sinergia com a evolução digital e a já considerada quarta revolução industrial, acompanhamos as mudanças necessárias para uma integração sistêmica nas áreas de governança, risco e compliance (GRC). Mas quando o assunto é compliance regulatório, algumas empresas ainda encontram dificuldades. A tecnologia, porém, pode ajudar neste processo.





A evolução digital tem tornado o ambiente corporativo cada vez mais envolvido na adoção de novas tecnologias que permitem uma visão ampla e estratégica do negócio, tornando-o mais eficiente e sustentável. No ambiente de governança, risco e compliance, não é diferente, este setor tem promovido alguns avanços significativos.


Impulsionada por big data, inteligência artificial (IA) e machine learning, chegamos a uma nova fase do GRC, que é reconhecida como 4.0. Em um mundo cada vez mais conectado e ágil, essas tecnologias têm a capacidade de promover uma transformação no ecossistema em que são implantadas e garantir abrangência, velocidade e integração para uma operação.

Nos últimos anos, o Brasil tem passado por um processo de potencialização das regulamentações que regem diversos mercados em diferentes regiões. O cenário regulatório muda em um ritmo rápido. Com isso, temos visto empresas cada vez mais desafiadas a criar um modelo de gestão inovador e robusto para questões de compliance regulatório.


Lidar com a grande quantidade de leis e regulamentos diferentes que surgem a cada dia exige que o profissional envolvido nesse processo esteja em constante atualização. Por isso, a inteligência artificial (IA), big data e machine learning são fatores de forte influência para a qualidade da gestão organizacional nas empresas nos próximos anos:

  • Com o suporte da IA, a área de compliance tem a possibilidade de acessar e revisar um grande volume de documentos com precisão e velocidade e ler dados estruturados ou não, além de auxiliar o profissional a encontrar modelos para determinados processos.

  • Mitigar riscos em meio a uma avalanche de dados e informações é extremamente complicado. Por isso, o entendimento contínuo dos dados proporcionado pelas tecnologias de big data (como convencionamos chamar a capacidade de reunir e gerenciar um grande volume de informações) pode promover avaliações mais precisas dos riscos, com viés estatístico estruturado.

  • Complementando a lista de tecnologias que trabalham para o compliance, a implementação de processos de machine learning evita que profissionais da área tenham retrabalho ao investigar atividades suspeitas ou fraude, podendo receber alertas preventivos. Além disso podem ficar atentos a desvios potenciais de objetivos.

Postos esses aspectos, o futuro de uma gestão efetiva de compliance regulatório é muito mais viável pensando em uma abordagem que seja conectada e que envolva as tecnologias competentes para auxiliar este processo. Veja nossos outros artigos sobre o tema na sessão "Inovação e Tecnologia" aqui no blog!


Esta matéria é do MIT Brasil, e foi escrita por Claudinei Elias.

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